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sábado, 31 de outubro de 2009

Baile de Halloween


Esta noite prestigiei o baile de Halloween no castelo de Vlad; baile este em que fui convidada de honra. Confesso que não seria humana se não gostasse desse agrado que o príncipe me direcionou, porém não deixo a vaidade me dominar. O baile estava realmente divertido, a decoração estava impecável! Tão convincente que nem parecia o mesmo castelo no qual passei a noite de tempestade. Bram não pode ir comigo, pois estava ocupado com o trabalho. Desde o ocorrido no baile dos Szabó, ele tem estado muito ocupado. De modo que tive que procurar me divertir sozinha. Logo que cheguei, encontrei Vlad fantasiado de vampiro. Quem não gostaria de levar uma mordida de um vampiro como ele? haha Fomos aos poucos nos afastando dos outros e quando vimos já estávamos lá fora. Flertamos.... um flerte inocente, mas do qual me arrependi amargamente. Em parte, por Bram; e depois porque Vlad de repente começou a agir de maneira muito esquisita. Mandou-me embora em tom de voz elevado. Não entendo o que pode ter acontecido... Deixei-o sozinho, como ele queria. Quando eu estava voltando para dentro do castelo, o salão estava tomado por uma grande confusão. Vi pessoas correndo, Bram atirando contra... vampiros! Imediatamente pedi a Ameni que conduzisse todos até uma passagem segura do castelo e fui ajudar Bram. Felizmente, conseguimos sair a salvo dali.

Parece que o assunto é mais sério do que pensei. Bram me revelou o que suas investigações têm resultado até agora... e é realmente preocupante. Para um baile no qual eu tinha sido a convidada de honra, as coisas acabaram mal, bem mal.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Estranhas sensações

Ontem fomos todos convidados a comparecer no baile anual na casa dos Szabó, uma família de nobres daqui. Consegui convencer Bram a comparecer. Acham pouco? Pois bem, consegui fazê-lo comparecer à caráter. Estava irreconhecível e muito elegante na casaca que eu lhe arrumei. Ficou lindo! Ainda não consegui decidir se o prefiro assim ou do outro jeito, haha.

O baile estava cheio. Depois das cerimônias de apresentação que já são de praxe, Bram e eu conseguimos nos devenciliar das pessoas e, o principal, de minha mãe e irmãs. Encontramos por lá o príncipe Louis que logo viu-se só com minhas irmãs (pobre príncipe!), pois resolvemos pregar-lhe uma pequena peça. Quando o encontrei depois tive a impressão de que ele não gostou nada. E convenhamos, nem poderia. Gentilmente ele nos convidou para sentar à mesa com ele. Logo minha mãe se juntou a nós. Não demorou muito para começar aquela discussão que já virou rotina entre Bram e ela. Fiquei tão irritada e envergonhada... pedi desculpas ao príncipe pela "lavanderia" e felizmente ele pareceu compreender. Mesmo assim, não pude deixar de ficar aborrecida. Estou farta dessas brigas entre os dois! Enfim... Bram acabou encontrando um antigo conhecido e foi falar com ele. E o príncipe me pediu uma dança. Como eu estava louca para me livrar da conversa de minha mãe - que praticamente me jogava nos braços do príncipe, assenti.

Conversamos enquanto ele guiava a dança de maneira soberba. Não pude deixar de estremecer ao seu toque e a aproximação... conversamos, pedi desculpas pela atitude de minha mãe, e ele levou a conversa a um rumo que confesso que tive a impressão de que ele gostou da tentativa de dona Margareth. Tentei desconversar ao ver que estávamos entrando em terreno perigoso. Ele me pediu para dispensar as formalidades e tratá-lo por você. Vlad... é assim que escolhi chamá-lo. No meio da dança me senti muito estranha, como se não estivesse naquele tempo e espaço... algo realmente estranho, que nunca senti antes e não sei explicar... mas foi só olhar nos olhos dele e me perdi. Será?... Pode ser coisa da minha cabeça. Estou eu aqui romantizando a situação, quando pode ter sido apenas uma queda de pressão.

Pedi para pararmos a dança e enquanto me recuperava, um homem desesperado invadiu o baile, gritando por Van Helsing. O pobre estava em estado de choque; Bram o levou para fora e lá o homem explicou (na medida do possível) o ocorrido. Estava nervoso e suas palavras saíram desencontradas, mas Bram quis partir com ele imediatamente. Por mais que eu pedisse, não permitiu que fosse junto. Odeio quando ele me toma por donzela indefesa! Mas enfim... voltamos para casa e até agora nenhuma notícia. Vai ser praticamente impossível pegar no sono esta noite.

Tempestade real

Ontem saí depois do almoço para encontrar Bram. Fui a todos os prováveis lugares onde ele poderia estar, mas não o encontrei. Eu já tinha em mente que isso poderia acontecer, afinal, Bram estava me esperando mas não sabia exatamente o dia em que eu chegaria; sem falar que é difícil ele estar parado em algum lugar. Mesmo tendo isso em mente, resolvi ir atrás dele, afinal, eu não tinha nada a perder: aproveitaria e exploraria a região. Só que não estava em meus planos me perder. Tudo o que eu vi era tão lindo que perdi a noção de tempo e espaço. Foi anoitecendo, acabei indo longe demais e já não sabia como voltar. E como nada é tão ruim que não possa piorar, começou a chover forte. E como ainda não estava péssimo o bastante, dezenas de lobos famintos, morcegos e outras criaturas surgiram de todos os lugares. Meu cavalo se assustou, acabou me derrubando e deu no pé. Ótimo! Saquei minha espada e fiz o que pude para me defender, levando em consideração o tempo conveniente. Acabei perdendo minha espada e foi praticamente impossível sequer tentar recuperá-la. Agora sim ficou bom o suficiente, não é? Fiz aquilo que era mais correto a fazer naquele momento: correr. Mas como eu não faço nada sem pesar os dois lados, já tinha avistado anteriormente um castelo e, felizmente, eu estava próxima dele. Bati e uma criatura bizarra abriu a porta. Entre lobos famintos e um homem bizarro de mais de dois metros de altura, o que vocês escolheriam? Como eu não tinha muito tempo para refletir, entrei e deixei que os lobos se entendessem com o gigante.

Não nego que não é nada agradável deparar-se com uma criatura daquelas. Para o meu alívio, Ameni (que mais tarde fiquei sabendo ser o braço-direito do lugar) veio ao meu encontro. Também não demorou muito para que o príncipe Louis viesse pessoalmente ver o que estava acontecendo em seu castelo. Pedi desculpas e expliquei a situação. Ele me concedeu abrigo da tempestade e imediatamente fui conduzida até um dos quartos, onde pude me banhar e vestir roupas limpas. Em seguida pude descer e desfrutar de um verdadeiro banquete. Nada daquilo era necessário, afinal, eu só queria era um lugar seguro para passar a noite. Como tudo era me oferecido com a maior dedicação e generosidade, não tive como recusar. Jantei com o príncipe e conversamos bastante. Depois do jantar, pedi licença para me retirar, visto que já era muito tarde. Confesso que demorei a pegar no sono, mas tive uma companhia inusitada: um morcego que buscou refúgio no meu quarto. Provavelmente fez ninho dentro do castelo e ficou perdido com a tempestade. Não tive medo, era um morcego bonito e amigável. Até fiz carinho nele, haha! Nem percebi quando peguei no sono. Pela manhã, tomei um banho e vesti minhas roupas da noite passada, que foram lavadas. Tomei café com o príncipe, visitei o jardim das rosas, que infelizmente foi devastado pela tempestade, e me comprometi a plantar tudo novamente. Tive um pequeno atrito com o príncipe, enquanto combinávamos sobre o jardim, mas foi algo irrelevante. Ele é calmo e muito sério, e me simpatizei com ele; além de, obviamente, ser-lhe muito grata.

Posso resumir minha aventura como fantástica. Foi como entrar nas páginas de um livro, e eu poderia muito bem dizer que o castelo e as pessoas que ali vivem são encantados. Podem achar que foi perigoso, podem me chamar de louca; eu adorei conhecer tudo ali. Uma noite inesquecível e muito, muito divertida.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Chegada à Romênia

Chegamos à Transilvânia no comecinho da tarde. Nossa chegada foi cercada de pompas por parte da Sra. Stratan, que está nos recebendo com muita alegria - tanta que, mal chegamos e engolimos o chá, já subimos para nossos quartos e começamos a nos arrumar para uma recepção que haverá esta noite, na casa de uma amiga dela. Confesso que a viagem foi cansativa e não estou com muita disposição para festas, mas ela insiste em nos levar. Minha mãe e minhas irmãs estão bastante animadas, apesar do cansaço da viagem. Eu prefiro ficar, mas resolvi acompanhá-las. Apesar disso, tenho a intenção de voltar mais cedo pois pretendo procurar por Bram amanhã. Mandei uma carta para ele antes de sair de Amsterdã, informando que estarei hospedada na casa dos Stratan. Assim, caso eu não o encontre, ele me encontrará.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Deméter

Conheçam minha Deméter.


Deméter é um doce, apesar de um pouco temperamental. Quando era pequena, adorava morder, mas hoje em dia ela é mais calma. Às vezes gosta de ficar sozinha, arruma um cantinho e fica solitária. Outras vezes, adora companhia, mas sente sempre se sou eu ou não que está perto. Não gosta que a aborreçam, a peguem ou agarrem demais. Quando está com fome fica um pouco agitada. É um pouco ciumenta, mas tem consciência do seu valor.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Arrumando as malas

A resposta da Sra. Stratan não demorou absolutamente nada a chegar. Chegou ontem a tarde e, em meio à muitas melações e cordialidade, veio o convite para passarmos uns tempos na casa dela, como previsto. Informei à minha mãe assim que ela regressou de viagem, pouco depois do almoço. Ela não concordou de imediato mas refletiu que recusar o convite de Sra. Stratan seria uma indelicadeza. Resumo da ópera: partiremos para a Romênia ainda esta semana. Vou mandar um telegrama para os Stratan avisando de nossa chegada.

Acordei esta manhã um tanto quanto atordoada... tive um sonho estranho, com um homem que nunca vi, mas que no entanto, parece que o conheço desde sempre. O lugar em que estávamos também era estranho, mas alguma coisa me fazia sentir que era familiar... Acordei subitamente, ofegante. Foi real, muito real... e não parei de relembrar, o dia todo. Estranho como mexeu comigo. Enfim... foi só um sonho. E, no mundo real, tenho muito com que me ocupar.

domingo, 25 de outubro de 2009

Destino: Romênia

Minha mãe foi até Haarlem, uma cidade cerca de 20 km daqui. Temos alguns parentes por lá. Uma conhecida está com problemas familiares e nos escreveu pedindo ajuda. Minha mãe foi até lá ver no que pode ajudar. Ficou de nos avisar, mas deve voltar em dois dias, no máximo. Deixou a casa sob meus cuidados.

Bram foi à Romênia, a trabalho. Não sabe quanto tempo ficará por lá e nem há como saber, afinal, não há como estipular uma data para essas coisas. Um padre romeno solicitou seus serviços, e a investigação toda é muito complicada. Ele queria muito que eu o acompanhasse, e não vê a hora de nos casarmos, assim eu irei com ele aonde quer que ele vá. Mas prometi que o encontrarei, de uma forma ou de outra. E a forma que eu encontrei foi escrever à Sra. Stratan, uma antiga amiga da família que reside em Bucareste, mas que por acaso está passando uma temporada na sua casa na Transilvânia. Escrevi perguntando como vai a família, contando as novidades daqui e que expressando a minha vontade de conhecer a Romênia. Aguardo ansiosamente pela resposta, que - espero eu - venha com um desejado convite para passarmos algum tempo com ela.

Caça e caçador


Dr. Abraham Van Helsing, o célebre cientista e professor de antropologia e filosofia, especialista em doenças obscuras. Pode ser considerado um solitário proscrito pelos que não compreendem a verdadeira natureza de seus atos, mas quem disse que ele ou eu nos importamos? Para mim, é simplesmente Bram, meu noivo, que me cativou com esse jeitão destemido, essa panca de durão, e seu humor afiado. Acho que ele é louco, assim como eu. Minha mãe não simpatiza com ele e nem aprova nosso noivado, mas ela nunca vai contra a minha vontade. Eu gosto da idéia de seguir por esse mundo, acompanhando Bram em suas aventuras. É, o coração do caçador foi caçado.

sábado, 24 de outubro de 2009

Persephone


Como deusa dos mortos e da fertilidade da terra, Persephone é a personificação do renascimento da natureza na primavera.