Ontem fomos todos convidados a comparecer no baile anual na casa dos Szabó, uma família de nobres daqui. Consegui convencer Bram a comparecer. Acham pouco? Pois bem, consegui fazê-lo comparecer à caráter. Estava irreconhecível e muito elegante na casaca que eu lhe arrumei. Ficou lindo! Ainda não consegui decidir se o prefiro assim ou do outro jeito, haha.
O baile estava cheio. Depois das cerimônias de apresentação que já são de praxe, Bram e eu conseguimos nos devenciliar das pessoas e, o principal, de minha mãe e irmãs. Encontramos por lá o príncipe Louis que logo viu-se só com minhas irmãs (pobre príncipe!), pois resolvemos pregar-lhe uma pequena peça. Quando o encontrei depois tive a impressão de que ele não gostou nada. E convenhamos, nem poderia. Gentilmente ele nos convidou para sentar à mesa com ele. Logo minha mãe se juntou a nós. Não demorou muito para começar aquela discussão que já virou rotina entre Bram e ela. Fiquei tão irritada e envergonhada... pedi desculpas ao príncipe pela "lavanderia" e felizmente ele pareceu compreender. Mesmo assim, não pude deixar de ficar aborrecida. Estou farta dessas brigas entre os dois! Enfim... Bram acabou encontrando um antigo conhecido e foi falar com ele. E o príncipe me pediu uma dança. Como eu estava louca para me livrar da conversa de minha mãe - que praticamente me jogava nos braços do príncipe, assenti.
Conversamos enquanto ele guiava a dança de maneira soberba. Não pude deixar de estremecer ao seu toque e a aproximação... conversamos, pedi desculpas pela atitude de minha mãe, e ele levou a conversa a um rumo que confesso que tive a impressão de que ele gostou da tentativa de dona Margareth. Tentei desconversar ao ver que estávamos entrando em terreno perigoso. Ele me pediu para dispensar as formalidades e tratá-lo por você. Vlad... é assim que escolhi chamá-lo. No meio da dança me senti muito estranha, como se não estivesse naquele tempo e espaço... algo realmente estranho, que nunca senti antes e não sei explicar... mas foi só olhar nos olhos dele e me perdi. Será?... Pode ser coisa da minha cabeça. Estou eu aqui romantizando a situação, quando pode ter sido apenas uma queda de pressão.
Pedi para pararmos a dança e enquanto me recuperava, um homem desesperado invadiu o baile, gritando por Van Helsing. O pobre estava em estado de choque; Bram o levou para fora e lá o homem explicou (na medida do possível) o ocorrido. Estava nervoso e suas palavras saíram desencontradas, mas Bram quis partir com ele imediatamente. Por mais que eu pedisse, não permitiu que fosse junto. Odeio quando ele me toma por donzela indefesa! Mas enfim... voltamos para casa e até agora nenhuma notícia. Vai ser praticamente impossível pegar no sono esta noite.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
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