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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Simplesmente divino


Como dá trabalho ser mãe, haha! Vivo em função de Aaron 24 horas por dia. É trabalhoso, porém maravilhoso. Eles é lindo demais! Vlad também está babando em nosso bebê. Me dá tanto orgulho vê-lo tão dedicado, tão protetor, tão amável. Ele faz de tudo para me poupar o cansaço, mesmo que esteja cansado. É apaixonante! Aaron é um anjo, não reclama para nada; exceto quando está com fome ou na hora de tomar banho. Isso me deixa mais apreensiva, fico nervosa e acabo judiando do meu pequeno, pois aí acabo demorando mais... mas isso vai passar, logo eu estarei com mais prática. E sem falar que Vlad me ajuda muito e me dá confiança. Aaron mama muito, também pudera, ele é enorme! haha E eu adoro, a amamentação é algo único! Não há pai, tia, avó que possa substituir a mãe nessa função. Vlad adora assistir enquanto estou amamentando Aaron. É uma coisa muito preciosa, o ato de alimentar seu filho... uma troca de carinho, uma magia... quando ele olha nos meus olhos, como se estivesse me agradecendo, é emocionante! É algo divino.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Bálsamo do amor


Teus olhos são meus livros.
Que livro há aí melhor,
Em que melhor se leia
A página do amor?

Flores me são teus lábios.
Onde há mais bela flor,
Em que melhor se beba
O bálsamo do amor?

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Fruto do amor


É com imenso orgulho e alegria indescritível que eu anuncio o nascimento do meu bebê. Um menino, confome eu havia sonhado. Um lindo menino! Aaron Vladmir Van Nassau Draculea nasceu pouco mais das 3h, pesando 3.5 kg e medindo 51 cm. Enorme e lindo! O parto foi emocionante. Vlad ficou segurando a minha mão e me dando força o tempo todo. Aaron... meu pequeno príncipe que veio para mudar completamente e para sempre a minha vida. É praticamente impossível expressar em palavras o que senti quando o peguei em meus braços pela primeira vez; quando vi o seu rostinho pela primeira vez. É a melhor sensação do mundo! Quando ele me olhou... chorei tanto, haha! Mal posso acreditar, me sinto abençoada com esse bebê lindo. Ele se parece completamente com Vlad. Ele, por sua vez, parece um bebê grande haha, papai mais coruja não há. Estamos realmente muito felizes, não conseguimos parar de olhá-lo.

É tudo delicioso. Um momento glorioso, depois de nove longos meses, ter meu bebê em meus braços. É realmente o fruto do meu amor com Vlad. Ele reflete a beleza e intensidade do nosso amor. E não poderia ser um fruto mais perfeito.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Dádiva

Uma dádiva nos foi concedida, uma oportunidade; somos tão gratos por isso! A alegria de poder sentir o calor do sol é uma felicidade indescritível, e isso Vlad e eu sabemos bem. Podemos ser felizes com tão pouco, e mesmo assim, poucas pessoas têm consciência disso. Mas nós temos, e damos muito valor. Aproveitaremos ao máximo, como se fosse o maior dos tesouros. Nada há de mais valioso... Liberte a sua alma e sinta a vida que gira à nossa volta. Viva com vontade, porém com calma. A vida é um presente.

domingo, 6 de dezembro de 2009

O que desejo

"...Olhar preso no meu, perdidamente. Não exijas mais nada. Não desejo também mais nada, só te olhar, enquanto a realidade é simples, e isto apenas."

sábado, 5 de dezembro de 2009

Passado, presente e futuro

Sinto-me tão feliz. Tão completa. É curioso o modo que me sentia a respeito de Pandora... e curioso como tudo se encaixa. Sinto-me confortável diante da verdade. Nossas almas são as mesmas e aceito isso naturalmente, porque, de fato, é algo natural. A nossa natureza é assim. À duração da minha existência dou uma significado oculto que me ultrapassa. Sou um ser simultâneo: reúno em mim o tempo passado, o presente e o futuro; o tempo que lateja no tique-taque dos relógios.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Esperança

Ninguém vive sem esperança. É a esperança que cura. E é nela que depositamos todas as nossas espectativas. Bram tem ajudado muito, se há alguém que pode nos ajudar, esse alguém é ele. Tem procurado respostas em todos os lugares, ele sabe como isso é importante para Vlad e eu. O quanto é importante que nada dê errado... No começo, sentidos medo. E não é possível evitar a insegurança... Eu não suportaria perder Vlad. Agora que nos reencontramos, tudo o que eu quero é estar junto dele, sempre. Por isso, não me importo se Bram terá sucesso ou não. Só não quero que nada de mal aconteça com Vlad. Estarei ado lado dele, de qualquer forma, de todas as maneiras. Sempre! Aconteça o que acontecer.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Beleza, Bem, Verdade

Não chame o meu amor de Idolatria
Nem de Ídolo realce a quem eu amo,
Pois todo o meu cantar a um só se alia,
E de uma só maneira eu o proclamo.
É hoje e sempre o meu amor galante,
Inalterável, em grande excelência;
Por isso a minha rima é tão constante
A uma só coisa e exclui a diferença.
'Beleza, Bem, Verdade', eis o que exprimo;
'Beleza, Bem, Verdade', todo o acento;
E em tal mudança está tudo o que primo,
Em um, três temas, de amplo movimento.
'Beleza, Bem, Verdade' sós, outrora;
Num mesmo ser vivem juntos agora.


William Shakespeare

Milagre da vida

Um bebê é o fruto do amor entre duas pessoas. A união que dá origem a uma vida. Vida esta que dependerá de muitos cuidados, mas acima de tudo, de muito amor. E amor é o que não vai faltar. A formação de um ser humano é algo extraordinário, um marco na vida de todo casal, e principalmente, de toda mulher. A felicidade é indiscritível! É o milagre da vida.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

A maldição de amar

Não posso viver sem estar ao lado dele. Tentei, em vão. Todas as pessoas, decerto, há de ter uma vaga idéia de que há, de que deve haver, fora de nós uma vida que é ainda nossa. De que serviria ter eu vindo ao mundo se me restringisse em meu próprio ser? Minhas grandes infelicidades neste mundo têm sido as infelicidades de Vlad. Aguardei-as, senti-as todas desde sua origem. É ele a minha grande razão de viver. Se tudo acabasse, mas ele ficasse, eu continuaria a existir. E se tudo permanecesse e ele fosse aniquilado, o mundo inteiro se tornaria para mim uma coisa totalmente estranha. Eu não seria mais parte desse mundo. Eu sou Vlad. Ele está sempre, sempre, em meu pensamento, como o meu próprio ser... Acho que nunca serei capaz de exprimir todo o meu amor por Vlad. Ele é mais eu do que eu mesma. Seja de que forem feitas nossas almas, a dele e a minha são as mesmas. Estamos ligados de todas as maneiras, em todas as existências. Não posso viver sem minha vida... E é por isso que estou de volta.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Lágrimas

"...Guarda estes versos que escrevi chorando como um alívio à minha saudade, como um dever do meu amor; e quando houver em ti um eco de saudade, beija estes versos que escrevi chorando..."

Perdida no labirinto

Perco-me no labirinto da mente de mil pensamentos cruzados. Caminhos cheios de mistérios; alguns desvendados, outros ainda obscuros. Para ajudar (ou atrapalhar?) não consigo enxergar na confusa luz dos dias futuros. Para onde seguir? Vlad... não posso mais continuar com ele; família... as perguntas me sufocariam, um interrogatório é tudo que eu não preciso neste momento; Bram... talvez entenda errado minha decisão...

Perco-me no labirinto de minha mente, mas de alguma forna eu sei que vou encontrar a saída. Quanto tempo levarei para chegar lá?

domingo, 29 de novembro de 2009

Uma noite escura...

Quero um dia de tristeza, da mais profunda tristeza. Para saber até onde a amargura humana pode nos levar. Quero esse dia para gravá-lo a fogo na minha alma e compará-lo a todos os outros, quando andamos meio sonâmbulos pela vida e esquecemos o quanto somos agraciados pelo simples fato de, se não temos a felicidade plena, também não termos a tristeza entranhada em nosso ser.

Quero um dia de solidão, da mais profunda e aterrorizante experiência de estar desamparado. Para que eu aprenda a dar valor, em todos os amanheceres que se seguirem, aos bons dias sorridentes e a preocupação genuína dos que me perguntam “tudo bem com você?”, da amizade dos que ouvem um desabafo ou seguram minha mão.

Quero um dia de dor lacinante. Tanta e tão profunda que analgésico algum possa saná-la. Para que nos dias em que deitar minha cabeça no travesseiro eu possa ser capaz de agradecer a dádiva da saúde, do meu corpo funcionando em perfeição.

Quero um dia de desalento, de desencanto e da mais sofrida amargura. Somente um dia. Mas que ele seja suficiente para que eu aprenda a distinguir o doce sabor da vida que se renova, das oportunidades que se apresentam e das coisas simples como um sorriso, um passo à frente, a coragem de recomeçar.

Quero um dia par mergulhar na escuridão de mim mesma. Sentir a energia da ira, da raiva, do ódio, do rancor e do ressentimento, pra depois descobrir que isso até pode fazer parte de mim em algum momento, mas não é isso que define quem sou… e então, em cada um dos dias que se seguirem, poder escolher o perdão, o amor e o entendimento.

Quero uma noite escura… mas apenas uma, para poder apreciar a magia de um novo dia que se desnuda no horizonte, com todas as suas possibilidades e belezas…

sábado, 28 de novembro de 2009

Descobertas

Como é terrível o baque da descoberta. Não que a verdade seja algo terrível, mas o choque inicial, a violência do susto, é terrível. Descobrir que você não é, ou é mais do que pensa ser; descobrir que além do que você pensa que é real há muito, muito mais coisas... e ter de se adaptar a isso, é muito difícil. Mas o pior é, sem dúvidas, o desencanto da mentira... por mais que ela tenha sido dita com a melhor das intenções, para poupar-nos de algo desagradável. É por isso que prefiro a verdade que fere num só golpe, como a espada afiada, do que a mentira que mata aos poucos, como um veneno traiçoeiro... veneno cruel, que me desnorteia. Não sei o que dizer, o pensar, o que fazer... sozinha comigo mesma. A quem recorrer? E como expressar? Só sei de uma coisa: a dor é forte. Sinto-me perdida dentro de mim mesma.

Estranhas sensações

A atmosfera estranha ainda paira no ar e transfere-se para dentro do meu ser. Há dias que não sei o que ocorre dentro de mim... sinto-se estranha, confusa. Há algum tempo encontrei em meu quarto um diário, o diário que pertenceu a uma mulher de letra caprichada, fina, inclinada e forte. Seus relatos misturam felicidade, tristeza e, ao fim, desespero. Passei dias lendo suas memórias, mas não pude dar continuidade. Simplesmente não pude... aquelas palavras me tocaram de uma forma que é como se fosse eu quem as escreveu. São minhas palavras. Aquela letra... é minha! Eu vejo o momento em que foram escritas, eu sinto a intensidade da alegria, e da tristeza com que foram escritas. Será loucura? Talvez... tudo me lembra a dona do diário. Ela passou por esses corredores pelos quais hoje eu passo. Ela tocou no corrimão da escada, ela ocupou o quarto que eu ocupo. Foi ela quem Vlad amou antes de mim. Ouço seus passos, sua risada, sua respiração... como se fossem meus. Meu ser mistura-se a ela. Não sei até onde eu termino e onde ela começa... É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer, porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo... transformo-me nela. É ela quem Vlad deseja... é ela quem ele vê. Pandora, Pandora, Pandora! É ela quem move tudo isso.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

O Natal vem vindo

Adoro esse clima de Natal. E um dos melhores momentos, sem dúvida, é este: onde começamos a decorar a casa, esperando o Natal chegar. Passamos o dia todo decorando cada canto. Coloquei Vlad para ajudar, foi muito divertido! Ao final, todos estávamos orgulhosos. É uma época mágica!

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Momentos de escuridão


"...E você segue em frente, forte e privilegiado. Forte, porque passou pela maior provação que um ser humano pode passar. Privilegiado, porque tem um anjo, a quem pedir auxílio, nos momentos de escuridão. (...)

Mas, sim, você atinge um ponto em que a lembrança não é mais tão esmagadora quanto no início. Você sobrevive para ver o dia em que poderá amar, rir e apreciar o sol. (...) A pessoa supera, mas lembra sempre, e viver com a lembrança, faz parte da cura."

15 dias de casada

Completei 15 dias de casada! Apesar de ainda não ter partido em viagem, o clima é esse: doce lua-de-mel! Eu já disse que me sentia casada com Vlad muito antes da cerimônia oficial, portanto, a vida de casados já começou a bastante tempo - e nunca, em momento algum, perdeu o gostinho de lua-de-mel. Claro que não nego que estar casada oficialmente, ter o sobrenome dele e ser a Sra. Draculea é diferente... sinto-me diante de uma folha de papel em branco, onde escreverei junto com ele a nossa história. Estou cheia de expectativas, curiosidade, um pouco de medo e muita alegria! Minha mãe esteve nos visitando nos primeiros dias, e não sei como Vlad não a colocou para fora daqui. Com ceteza foi o fato dela estar acompanhando tia Audrey, que voltou para Holanda no último fim de semana. Já minha mãe não dá sinais de querer voltar, até brinquei que, logo logo, a Sra. Stratan vai cobrar aluguel, haha. Enfim, 15 dias de sonho... parece que vivi assim a minha vida toda! É o momento em que dizemos: "enfim juntos", e assim queremos ficar a maior parte do tempo. Tê-lo por perto, acordar ao lado dele, ter o braço quente em noites frias... é delicioso.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Dias estranhos vistos de perto

Essa atmosfera estranha não me abandona... acontecimentos que mexem com o meu ser de forma desagradável seguem-se, sem cessar... Talvez seja uma nuvem passageira. E espero que não demore a passar.

As palavras de Bram naquela noite ecoam em minha mente, por mais que eu me esforce em esquecê-las. Em determinado momento até consigo esquecer, mas só para vê-las ressurgir de maneira mais persistente... e algo aqui dentro leva minha mente até àquele quarto... o quarto proibido. A minha natureza é assim: por mais que eu não acredite, eu preciso averiguar, buscar... por que não posso simplesmente deixar de lado? A dúvida, a curiosidade, o senso de aventura... não me deixam! Fui lá novamente. Revirei tudo em busca de algo... o que, necessariamente, eu não sei. Só queria encontrar... Estava fora de mim, e não é a primeira vez que sinto minha alma desprender-se do meu corpo... e é como se eu assistisse a mim mesma... Vlad entrou, e eu gelei. O aborrecimento dele por me ver ali foi claro. Tentei passar naturalidade - terei conseguido? Acho que sim. Não podia contar o que me levou ali, mas contei o que não deixa de ser verdade: minha atração pelo proibido.

Nada encontrei, e isso bastou para que eu esquecesse a razão que me levou até lá. Jantamos... estamos bem e eu estou tranquila novamente. O que me atormentava sumiu de minha mente. Mas até quando?

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Inesperado

Corro perigo
Como toda pessoa que vive
E a única coisa que me espera
É exatamente o inesperado.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Revelações?

Vlad e eu fomos a uma festa hoje a noite. Encontrei Bram lá... a atmosfera estava estranha... Charlize foi me chamar, dizendo que precisava falar comigo e me levou até o jardim, onde Bram esperava. Foi uma surpresa muito agradável vê-lo, mas logo se tornou desagradável. Ele me contou algumas coisas... disse que nunca recebeu convite nenhum para o meu casamento... disse também várias outras coisas, terríveis. Não sei o que pensar... é ridículo! Bram está fora de si, de onde foi que tirou aqueles absurdos? Não, não posso acreditar que seja verdade uma só palavra do que ele disse. Mas por que mentiria? Estou tão chocada que é praticamente impossível pensar a respeito... talvez amanhã, com a cabeça descansada...

Sonata de inverno


O inverno chegou, e com isso, o castelo veste-se de branco e nos proporciona essa visão espetacular.

domingo, 22 de novembro de 2009

Enfim, casada!

Estou casada! Estou tão feliz! A cerimônia foi belíssima, o casamento todo foi maravilhoso, apesar de muito reservado. As pessoas realmente importantes estavam ali. Até Audrey, que marcou presença como minha madrinha. Fiquei muito emocionada, não chorei porque o sorriso tomou conta do meu rosto, mas confesso que faltou pouco para chorar.

Casamento é a celebração de uma união. Durante a minha entrada, enquanto eu olhava Vlad, fiquei pensando o que sempre vem às nossas mentes durante as cerimônias: "fomos feitos um para o outro". E quando cheguei e Vlad tomou carinhosamente minha mão, pensei: "Finalmente o meu 'felizes para sempre' chegou". Aquilo que todas nós mulheres, no fundo, sonhamos e desejamos.

Foi durante a troca das alianças, que eu parei e olhei para ele. E fiz aquele juramento que as pessoas fazem com tanta sinceridade: “Prometo-lhe ser fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, até que a morte nos separe”... e um pequeno filme passou pela minha mente. Vi o momento em que conheci Vlad, nossos encontros, o primeiro beijo, a evolução dos sentimentos, o rompimento com Bram, e a decisão de me unir a Vlad. Foi tudo tão rápido e tão intenso! Houve dúvidas, o que é natural quando se toma uma decisão tão importante repentinamente. O que senti neste momento, em que tudo voltou à minha mente, foi maravilhoso: segurança. Senti segurança na decisão que tomei e que me levou aquele altar; segurança em Vlad e em nosso relacionamento. E isso me deixou muito tranquila.

Foi um dia muito feliz, mas não parou por aí: depois da recepção, Vlad e eu fomos até a praia... e foi mágico. Partiremos para a lua-de-mel daqui alguns dias, depois que meu marido resolver alguns problemas por aqui. O que não é problema algum, pois já iniciamos a lua-de-mel há um bom tempo.

Foi tudo simplesmente fantástico. Como um sonho... agora sou a Sra. Draculea.

Liberdade


Será que a liberdade é uma bobagem?...
Será que o direito é uma bobagem?...
A vida humana é alguma coisa a mais que ciências, artes e profissões.
E é nessa vida que a liberdade tem um sentido, e o direito dos homens.
A liberdade não é um prêmio, é uma sanção. Que há de vir.

sábado, 21 de novembro de 2009

Preparativos

Os preparativos para o casamento estão a todo vapor. Minha mãe tem vindo todo dia aqui para organizarmos tudo. Com a data já marcada, começamos a lista de convidados. Minha mãe apareceu com uma singela lista com 300 nomes. Tratamos de tirar essa idéia imediatamente da cabeça dela, que ainda sonha com uma grande festa. Reduzimos consideravelmente a lista, e só serão convidados membros da família e amigos realmente próximos, afinal, é uma ocasião para se comemorar com as pessoas especiais. Minha mãe ficou decepcionada, mas Vlad e eu estamos felizes. Já decidimos a data, o horário e o local. A cerimônia inicialmente seria na catedral, mas Vlad prefere que seja no castelo, e pensando bem, também acho que é melhor. Assim, já que será algo pequeno, será tudo em um só lugar. Novamente, minha mãe não gostou da idéia. Houve muitos outros desentendimentos... A idéia que ela apresentou para a decoração do altar e do salão me agradou bastante. Decidi manter assim, só que em menor escala. Assim sendo, a festa será pequena, porém luxuosa. Minha mãe sugeriu espelhos por todo o salão, sugestão esta que Vlad achou exagerada. Como ele não tinha exigido nada até então, resolvi fazer a vontade dele e suspender os espelhos. Quem não gostou foi minha mãe... o que não é nenhuma novidade, mas mesmo assim, Vlad e ela acabaram discutindo. Muitas vezes!

Desde o começo eu tinha em mente que preparativos do casamento não é sinônimo de estresse. É a etapa que precede aquele que é o dia mais feliz da vida dos noivos. Mas este momento que deveria ser delicioso, porque planejamos tudo com carinho e dedicação, está se tornando motivo para várias discussões. É claro que sou paciente, afinal, conheço bem minha mãe, e ela quem sempre começa as discussões. E eu a entendo... ela sonhava com uma festa enorme e belíssima. Mas também deve entender que a festa é minha e de Vlad, e queremos que reflita a nossa personalidade. E mesmo que seja algo reservado, não deixará de ser belíssimo, como é o sonho dela.

O cardápio já foi decidido, e as flores - rosas vermelhas. O vestido também já foi escolhido e já começou a ser confeccionado. Farei a primeira prova ainda esta semana. Ficará lindo! É baseado em um modelo antigo que encontrei no livro dos Nassau. Mas a influência dos antigos Nassau não pára por aí... as alianças que Vlad e eu usaremos pertenceram aos nossos antepassados, aqueles que estão retratados no quadro. Vlad ficou um pouco inseguro, pensando que poderia nos dar má sorte. Que má sorte poderia dar algo que pertenceu à pessoas que se amaram tanto? Não... essas alianças só vão nos trazer sorte e muito amor.

Viva forever

Do you still remember how we used to be
Feeling together, believe in whatever
My love has said to me
Both of us were dreamers
Young love in the sun
Felt like my saviour, my spirit I gave you
We'd only just begun

(Hasta Mañana, always be mine)

Viva forever, I'll be waiting
Everlasting like the sun
Live forever, for the moment
Ever searching for the one

Yes I still remember every whispered word
The touch of your skin giving life from within
Like a love song that I'd heard
Slipping through our fingers, like the sands of time
Promises made, every memory saved has reflections in my mind

(Hasta Mañana, always be mine)

Viva forever, I'll be waiting
Everlasting like the sun
Live forever, for the moment
Ever searching for the one

Back where I belong now, was it just a dream
Feelings unfold, they will never be sold
And the secret's safe with me

(Hasta Mañana, always be mine)

Viva forever, I'll be waiting
Everlasting like the sun
Live forever, for the moment
Ever searching for the one

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Pedido oficial


Minha mãe veio jantar conosco esta noite. O jantar foi oferecido em honra dela, e o motivo não poderia serb mais especial: Vlad pediu minha mão em casamento. Diga-se de passagem, ele estava extremamente nervoso. Tremeu, gaguejou, mas conseguiu fazer o pedido. Para aumentar o seu nervosismo, minha mãe fez uma série de críticas a respeito do nosso comportamento e completou dizendo que não estava feliz. Só depois de ouvir a palavra mágica da boca de Vlad, ela finalmente concedeu minha mão em casamento. Inicialmente, a data seria marcada para daqui há 6 meses, mas Vlad achou que seria muito tempo. Como queremos algo simples, decidimos marcar para o próximo mês. Decisão esta que foi recebida com muitos protestos de minha mãe. Mas no fim ela não teve outra alternativa senão aceitar. Vlad e eu estamos oficialmente noivos. Os preparativos já começaram. Será inesquecível.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Nosso destino está escrito... no céu

Hoje Vlad ficou a maior parte do dia no escritório, resolvendo problemas. Passei meu tempo no jardim, na biblioteca... e ao voltar da sala de música, passando pelo corredor, algo me chamou a atenção: a sala que Vlad certa vez me proibiu de entrar. Não havia ninguém ali, Vlad demoraria a voltar... fui atraída para dentro. Sempre tive a curiosidade de explorar aquele quarto, e diversas vezes tentei, sendo todas as minhas tentativas frustradas. Mas desta vez tive sorte. Vi coisas lindas, misteriosas, interessantes... apesar disso, não tive tempo para ver tudo detalhadamente, pois algo me prendeu a atenção. Descobri algo incrível: um quadro maravilhoso, de um casal que lembrava muito Vlad e eu. Não apenas lembrava... era Vlad e eu. A princípio, pensei que ele teria mandado fazer em segredo, mas rapidamente percebi que não era possível, pois trata-se de uma antiguidade. Indaguei Vlad a respeito disso, e foi o que eu imaginava: os caminhos de nossas famílias já se cruzaram antes. Dois membros de nossas famílias já viveram uma história de amor... uma trágica e bela história de amor.

Vlad me presentou com um livro raro e muito antigo, que conta a origem da família Nassau. Posso dizer tranquilamente que foi o melhor presente que já ganhei. É inacreditável, como este livro veio parar aqui? Acho que nem mesmo os outros membros da família Nassau sabem da existência deste livro. Mas agora tudo faz sentido... o paradeiro do livro, a origem dos meus sentimentos... tudo agora está claro para mim. O destino é mesmo algo divino.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

A noite pertence aos amantes


A noite está cheia de sonhos, a lua imóvel no céu, as estrelas viajam... Sinto-me acorrentada às horas, porque trazem para mim o encanto do passado. Fecho os olhos e minha mente desenha o que a alma sente. Vejo o toque de sua beleza nos recantos mais sombrios, enfeitando de flores o fundo dos meus pensamentos. Ouço o eco de suas palavras tão serenas aos meus ouvidos. A noite suspira e uma brisa desfolha as rosas do meu jardim.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Dois se tornam um

Acompanhei Vlad a um baile, na última noite. Foi a nossa primeira aparição juntos, como um casal. Olhares curiosos e escandalizados nos seguiram durante a noite toda, mas não nos abalaram. Estamos felizes e realizados, e por isso mesmo, agimos com naturalidade. Afinal, para nós, a nossa felicidade é natural. Para nós, não há nada de anormal nisso. A sociedade é que é cheia de convenções. Minha mãe veio falar conosco em meio a um mar de lágrimas. Vlad e eu tentamos consolá-la, em vão. Ela só se acalmou mesmo quando ouviu que pretendemos oficializar nossa relação - e quando viu a bela aliança em meu dedo. O decorrer da festa foi agradável, até o momento em que Vlad pediu para irmos embora, pois não se sentia bem. Não é a primeira vez que isso acontece e obviamente concordei. Voltamos para o castelo. Como precisava de cuidados, permiti que ficasse em meu quarto. Eu já havia percebido, nas outras ocasiões, como a saúde dele pode ser frágil, e perguntei a Vlad. Ele não gostou muito e não pôde deixar de se comparar à Bram. Como é bobo! Isso sequer passou pela minha cabeça. Não quero comparações... quero Vlad, do jeito que é. Nossa noite foi longa, linda e entusiasmante. Foi como estar no paraíso. Quando duas pessoas se tornam apenas uma.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Guiada pelo coração

Já está feito. Após dias refletindo, estou novamente junto de Vlad. Regressei ao castelo nesta tarde. Sinto que meu lugar é ao lado dele. É ao lado dele que desejo ficar. Foram horas de conversa com Bram, tentando explicar ao máximo e detalhadamente a situação e meus sentimentos. Não foi nada fácil, eu confesso, e o pior foi ouvir as considerações finais dele: "desejo a sua felicidade, mesmo que não seja ao meu lado". Bram é uma pessoa maravilhosa, talvez a mais maravilhosa que eu já conheci. Muitos podem achá-lo estranho e rústico, mas Bram é muito sábio e maduro. Eu faço enorme questão que continuemos com nossa amizade.

Quando voltei, não escondi nada de minha mãe. Contei que durante todo esse tempo estava com Vlad, e que iria voltar para junto dele. Como não podia deixar de ser, ela ficou escandalizada. Chorou, esperneou, mas não teve jeito. Não mudei de opinião, e aqui estou, me sentindo completa novamente.

A felicidade estampada no rosto de Vlad não está escrita. Parecia um garoto! Não me arrependo de minha decisão. Não sei o que está me movendo, mas vou continuar seguindo, seja lá o que for. Não quero usar a razão, nem a lógica. Não vou dormir de olhos abertos, não vou estragar minha vida. Vou continuar caminhando em busca do ousado, do atrevido, mesmo que seja errado... o errado sempre me atraiu. Vou deixar a felicidade me levar; estou sendo guiada pelo coração. Existe melhor guia?

O que sou


Sou uma filha da natureza:
quero pegar, sentir, tocar, ser.
E tudo isso já faz parte de um todo,
de um mistério.
Sou uma só... Sou um ser.
E deixo que você seja. Isso lhe assusta?
Creio que sim. Mas vale a pena.
Mesmo que doa. Dói só no começo.

sábado, 14 de novembro de 2009

Decisão

Estou de volta à casa da Sra. Stratan, junto de minha mãe e irmãs. Bram apareceu de repente e decidi voltar com ele, deixando Vlad numa agonia sem tamanho. Não nego que fiquei muito preocupada com o estado no qual o deixei, mas foi melhor assim. Antes de partir tentei consolá-lo, dizendo que resolveria as coisas. Só não pude ser mais específica pois queria ter uma longa conversar com Bram, que é o único inocente nessa história toda. Estou decidida a resolver essa situação de uma vez por todas, e o farei.

Alianças

Os dias com Vlad têm sido maravilhosos! Ele me mostrou a biblioteca, a maior e mais extraordinária biblioteca que eu já vi. Nunca vi tantos livros em toda a minha vida! Livros raros, de todos os tipos, o que eu pensar, tem lá. Vlad me presenteou com um exemplar raro de Ilíada e Odisséia, colocando à minha disposição todos os livros. Fiquei o resto da tarde por lá.

Estou passando dias deliciosos! De manhã, cuido do jardim, depois fico na biblioteca até a hora do almoço. Depois do almoço, nos recolhemos na sala de música, onde toco um pouco para ele. Costumo passar as tardes no jardim, na biblioteca ou nas cocheiras. No fim da tarde, depois do chá, Vlad e eu vamos até a praia, onde costumo velejar. E a noite é nossa... Vlad e eu amamos a noite com a mesma intensidade. Sempre temos algum jantar especial, mas o de hoje foi o mais especial de todos. Depois de me dar um pedacinho da Lua, Vlad me pediu em casamento. O pedido veio junto de um belíssimo anel, que ele tratou de colocar imediatamente no meu dedo, ao ouvir a minha resposta para o seu pedido. Eu quero... quero me casar com ele, mas não consigo esquecer Bram. Não posso esquecer! Bram ainda faz parte de minha vida, tenho um compromisso com ele e tenho que dissolvê-lo antes de assumir qualquer coisa com Vlad.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Dias tranquilos

Os dias têm seguido tranquilos. Andei conversand com Vlad, estamos voltando a nos entender. Ele lamenta muito pelo que aconteceu, eu prefiro não lembrar. Não consigo não acreditar quando ele diz que sou única. Mesmo assim, é difícil recuperar toda aquela segurança. Sem falar que me preocupo tanto com Bram. Casamento... Vlad... Bram... tenho tido alguns sonhos que me confudem mais ainda. Provavelmente criações de minha mente confusa. Sinto-me sem rumo, mas seguindo sempre na direção de Vlad.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Inesperado


"...Por que há de o homem vangloriar-se de sensibilidades mais amplas do que as que revelam o instinto dos animais? Se nossos impulsos se restringissem à fome, à sede e ao desejo, poderíamos ser quase livres. Somos, porém, impelidos por todos os ventos que sopram, e basta uma palavra ao acaso, um perfume, uma cena, para provocar-nos as mais diversas e inesperadas evocações."

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Sonho partido em dois

Engraçado como basta um minuto para tudo desmoronar... Toda felicidade, todos os bons momentos que estou passando aqui se dissolveram completamente quando ele pronunciou um nome, aquele nome... o nome de outra mulher. Como pôde?... Estando junto comigo... foi terrível! Não quero me lembrar... mas talvez tenha sido melhor. Costumo estar atenta aos sinais, e esse pode ter sido um deles. Estive muito confusa nos últimos dias, mas agora não há mais nenhum motivo para dúvidas. Foi mesmo melhor assim. A resposta que eu tanto procurei chegou, e agora estou resolvida. Já sei qual caminho seguir e percebo agora como fui tola por pensar em deixar Bram.

Decidi voltar para casa, não há motivos para levar isso adiante. Já estou cansada dessa brincadeira e vou pôr um fim nela. Comuniquei minha decisão a Vlad, só que ele se recusa a aceitar. Continua me mantendo aqui... não adianta o quanto possamos discutir, ele não desiste! Eu já disse que não quero mais nada com ele, mas ele não me deixa ir. Tenho que arrumar uma maneira de sair daqui... não há qualquer chance do mordomo ou as empregadas me ajudarem. Ameni... poderia ser a solução, se não fosse tão leal a Vlad. Para a minha sorte, ele é sensato e prometeu que pensaria a respeito. Mas eu sairei daqui, com ou sem ajuda.

Sentimentos

As conversas com Vlad sempre me agradaram e continuam agradando - embora eu saiba que trilham uma linha perigosa entre o flerte e algo mais profundo. Aliás, já ultrapassamos essa linha. E ultrapassamos há tempos e a cada dia as coisas vão tomando um rumo que foge ao meu controle. Pensei que eu fosse capaz de me defender do atrevimento e da ternura de Vlad, mas não sou. O perigo está tanto em mim mesma quanto nele. Não sei como pude encorajá-lo, mas o fato é que pode ser tarde demais. Não aprovo o jeito com que Vlad resolveu as coisas, e não desisti de resolver do meu jeito, que é o correto. Só que não posso e não vou negar que estou feliz aqui. Estou feliz ao lado dele! Em outra época, teria classificado de absurda a simples idéia de alguém surgir entre Bram e eu. Agora, já não me parece tão absurda assim...

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Encantado


Tudo aqui parece ter vida, tudo é surreal. E o castelo parece encantado. Minha doce prisão.

domingo, 8 de novembro de 2009

Confusão

Sinto-me terrivelmente dividida. Sei que a atitude de Vlad não é correta, e não concordo com ela. No entanto, sinto que quero o que ele quer. Tenho duas vontades dentro de mim, ainda estou completamente confusa. Gostaria de não estar passando por isso. Cada passo me é mais pesado, como se eu carregasse o mundo... As coisas que estão acontecendo são tudo o que eu queria, e ao mesmo tempo, nada do que pedi. Qual caminho seguir?

Tentação

Depois de dias sem vê-lo, encontrei Vlad no Rose Ball... desde aquele beijo, eu deixei de ir até o castelo dele. Não tenho dúvidas de que é o melhor a fazer. Se eu continuar a vê-lo, não sei o que poderá acontecer. Aquele beijo nunca deveria ter acontecido, mas como gostei... posso não me responsabilizar pelo que possa vir a acontecer. Prova disso foi a reação dele no baile. Ele insistiu, implorou, e foi muito difícil manter-me firme. Fico trêmula, um arrepio percorre meu corpo e meu desejo é atirar-me nos braços dele. Mas consegui conter-me, e defender minha decisão. Vlad obviamente não gostou e de repente tornou-se muito estranho... como se algo lhe causasse muita dor, ou... não consigo entender. E não é a primeira vez que ele tem esse ataque de esquisitice. Foi embora imediatamente, sem nada acrescentar. Cheguei em casa preocupada e cogitei mandar uma mensagem no dia seguinte, para saber como estão as coisas... mas é melhor assim. Pelo menos me livrei dele e da tentação.

Minha imaginação sequer teve tempo para criar possíveis situações para explicar a atitude de Vlad. Recebi uma mensagem dele dizendo que havia encontrado minha espada, pedindo gentilmente que fosse buscar, pois queria me ver uma vez mais. Aquela espada é muito importante para mim, está na família há anos e pertenceu a uma antepassada que possuía as mesmas iniciais minhas. O fato dele dizer que queria me ver "uma vez mais" me encheu de alegria e tristeza ao mesmo tempo: poderia significar que desistiu de mim... E com esses pensamentos fui até seu castelo.

Assim que cheguei, fui levada ao encontro de Vlad. Não me lembro de mais nada até que acordei em um belíssimo quarto, já de madrugada. Levantei, peguei uma vela e me aventurei pelo corredor, nas dezenas de portas. Foi numa delas que dei de cara com Vlad, enquanto admirava um quadro em que ele estava retratado com uma dama cujo rosto não vi. Ele não gostou da minha presença e me preveniu que não voltasse mais ali. Isso me intrigou bastante... o que ele esconde lá? Nesse momento, Vlad aproveitou para solenemente me avisar de que sou prisioneira dele. Ou melhor, sua hóspede. Ele não aceita o meu noivado com Bram. Eu não concordo com a maneira dele de resolver as coisas, mas não posso negar de que a minha prisão é muito agradável.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Mutável

Dormimos. Eis que um sonho nos envenena o sono.
Despertamos. Um pensamento errante contamina o dia.
Sentimos, imaginamos, refletimos, rimos, choramos,
Abraçamo-nos à dor, ou libertamo-nos das penas,
Vário é o caminho, mas para a alegria ou a tristeza,
É sempre franco,
O amanhã jamais igualará o ontem;
Nada, exceto o mutável, pode perdurar!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Core


Bela e fatal, possui o corpo delgado e ornado de anéis em cores vivas. Tem hábitos noturnos e é muito calma, só atacando quando se sente em perigo. Misteriosa, solitária e noturna, prefere se esconder durante o dia. Core convive bem com as outras pessoas da casa, porém não é fácil de ser manuseada, exceto por mim. Gosta de espaço para se esticar e é muito territorial, preferindo passar o tempo no chão que em lugares elevados. Apesar disso, pode trepar em troncos baixos. Chegou antes que Deméter, e se dá bem com ela.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Furacão de sentimentos

Na última quinta-feira Sra. Stratan ofereceu um jantar em comemoração ao aniversário do marido. Muitas pessoas importantes estiveram presente. A anfitriã acabou se atrasando um pouco para se arrumar, e eu ajudei a recepcionar os convidados. Vlad não demorou a chegar... e os flertes também não demoraram a começar. Bram atendeu o meu pedido e chegou pouco depois. Depois de servido o jantar, formamos uma roda na sala e conversamos, eu toquei um pouco de harpa, e Bram contou histórias de monstros, para divertir o pessoal. Foi uma noite muito agradável.

Hoje fui jantar no castelo de Vlad. O convite foi para a minha família, mas acabei indo só. Ele ficou feliz, e não nego que eu também fiquei... o jantar parecia ter sido organizado exatamente para duas pessoas. Em outras palavras, um jantar romântico. Os pratos servidos estavam deliciosos, o vinho excelente, de uma incrível safra de mais de 500 anos! Bem dizem que o melhor vinho não é o francês, português ou italiano; o melhor vinho é aquele que tem a melhor companhia. Depois do jantar, fomos até a varanda apreciar a noite. Ah, a noite... como é bela! Eu adoro a noite. É tão ilusória, tão misteriosa, tão fascinante. É onde os sonhos nascem... a noite pertence aos amantes. O céu era um manto estrelado abrigando uma bela lua cheia. E foi nesse cenário pintado por anjos que Vlad e eu nos beijamos. Foi... maravilhoso. Como eu esperei por isso! Sempre desejei, mesmo que inconscientemente. Eu sabia que aconteceria... todos aqueles flertes, os olhares...

Eu não sei o que está acontecendo comigo, há um fucarão de sentimentos em meu íntimo. Eu quero, mas não devo querer... e há Bram.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Caçadores de aventura


Quando Bram olhou nos meus olhos naquele dia e pediu que por favor eu saísse dali, pude ver através de sua alma. E compreendi que ele não me trata como donzela indefesa... mesmo assim, como abandoná-lo num momento tão perigoso? Eu entendo que ele queira o meu bem acima de tudo, mas eu prefiro que estejamos juntos e que juntos enfrentemos o que há por vir. E se tivermos que cair, que seja juntos.

domingo, 1 de novembro de 2009

Divagações

Depois de todo o falatório sobre o ocorrido no baile de Halloween, as pessoas finalmente parecem ter se cansado desse assunto. Mas ainda é possível encontrar uma ou outra pessoa discutindo o acontecimento sobrenatural, e procurando alternativas para se salvar. Na cidade o ceticismo é visível, mas na aldeia ninguém tem dúvidas sobre a existência de mortos-vivos... ao pôr-do-sol, todos se trancam em suas casas e não saem de lá até que o próximo nascer do sol.

Hoje passei a tarde no castelo de Vlad. Fui tomar conta do jardim, como de costume. Sim, eu tinha ficado aborrecida na última vez que o vi, e pretendia não voltar a vê-lo. Estava até mesmo disposta a abandonar todo o trabalho no jardim... mas ele me enviou um buquê maravilhoso, com uma carta, me pedindo perdão e que fosse lhe ver. Algo me arrastou para lá... O jardim está cheio de lindos botões. Tomamos chá, ele reforçou o pedido de perdão e passamos o resto da tarde conversando. Mais uma vez, a conversa tomou um rumo indesejável. As atitudes dele as vezes me deixam inquieta... Eu sempre me arrependo e prometo a mim mesma não voltar mais lá... e sempre acabo voltando.

sábado, 31 de outubro de 2009

Baile de Halloween


Esta noite prestigiei o baile de Halloween no castelo de Vlad; baile este em que fui convidada de honra. Confesso que não seria humana se não gostasse desse agrado que o príncipe me direcionou, porém não deixo a vaidade me dominar. O baile estava realmente divertido, a decoração estava impecável! Tão convincente que nem parecia o mesmo castelo no qual passei a noite de tempestade. Bram não pode ir comigo, pois estava ocupado com o trabalho. Desde o ocorrido no baile dos Szabó, ele tem estado muito ocupado. De modo que tive que procurar me divertir sozinha. Logo que cheguei, encontrei Vlad fantasiado de vampiro. Quem não gostaria de levar uma mordida de um vampiro como ele? haha Fomos aos poucos nos afastando dos outros e quando vimos já estávamos lá fora. Flertamos.... um flerte inocente, mas do qual me arrependi amargamente. Em parte, por Bram; e depois porque Vlad de repente começou a agir de maneira muito esquisita. Mandou-me embora em tom de voz elevado. Não entendo o que pode ter acontecido... Deixei-o sozinho, como ele queria. Quando eu estava voltando para dentro do castelo, o salão estava tomado por uma grande confusão. Vi pessoas correndo, Bram atirando contra... vampiros! Imediatamente pedi a Ameni que conduzisse todos até uma passagem segura do castelo e fui ajudar Bram. Felizmente, conseguimos sair a salvo dali.

Parece que o assunto é mais sério do que pensei. Bram me revelou o que suas investigações têm resultado até agora... e é realmente preocupante. Para um baile no qual eu tinha sido a convidada de honra, as coisas acabaram mal, bem mal.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Estranhas sensações

Ontem fomos todos convidados a comparecer no baile anual na casa dos Szabó, uma família de nobres daqui. Consegui convencer Bram a comparecer. Acham pouco? Pois bem, consegui fazê-lo comparecer à caráter. Estava irreconhecível e muito elegante na casaca que eu lhe arrumei. Ficou lindo! Ainda não consegui decidir se o prefiro assim ou do outro jeito, haha.

O baile estava cheio. Depois das cerimônias de apresentação que já são de praxe, Bram e eu conseguimos nos devenciliar das pessoas e, o principal, de minha mãe e irmãs. Encontramos por lá o príncipe Louis que logo viu-se só com minhas irmãs (pobre príncipe!), pois resolvemos pregar-lhe uma pequena peça. Quando o encontrei depois tive a impressão de que ele não gostou nada. E convenhamos, nem poderia. Gentilmente ele nos convidou para sentar à mesa com ele. Logo minha mãe se juntou a nós. Não demorou muito para começar aquela discussão que já virou rotina entre Bram e ela. Fiquei tão irritada e envergonhada... pedi desculpas ao príncipe pela "lavanderia" e felizmente ele pareceu compreender. Mesmo assim, não pude deixar de ficar aborrecida. Estou farta dessas brigas entre os dois! Enfim... Bram acabou encontrando um antigo conhecido e foi falar com ele. E o príncipe me pediu uma dança. Como eu estava louca para me livrar da conversa de minha mãe - que praticamente me jogava nos braços do príncipe, assenti.

Conversamos enquanto ele guiava a dança de maneira soberba. Não pude deixar de estremecer ao seu toque e a aproximação... conversamos, pedi desculpas pela atitude de minha mãe, e ele levou a conversa a um rumo que confesso que tive a impressão de que ele gostou da tentativa de dona Margareth. Tentei desconversar ao ver que estávamos entrando em terreno perigoso. Ele me pediu para dispensar as formalidades e tratá-lo por você. Vlad... é assim que escolhi chamá-lo. No meio da dança me senti muito estranha, como se não estivesse naquele tempo e espaço... algo realmente estranho, que nunca senti antes e não sei explicar... mas foi só olhar nos olhos dele e me perdi. Será?... Pode ser coisa da minha cabeça. Estou eu aqui romantizando a situação, quando pode ter sido apenas uma queda de pressão.

Pedi para pararmos a dança e enquanto me recuperava, um homem desesperado invadiu o baile, gritando por Van Helsing. O pobre estava em estado de choque; Bram o levou para fora e lá o homem explicou (na medida do possível) o ocorrido. Estava nervoso e suas palavras saíram desencontradas, mas Bram quis partir com ele imediatamente. Por mais que eu pedisse, não permitiu que fosse junto. Odeio quando ele me toma por donzela indefesa! Mas enfim... voltamos para casa e até agora nenhuma notícia. Vai ser praticamente impossível pegar no sono esta noite.

Tempestade real

Ontem saí depois do almoço para encontrar Bram. Fui a todos os prováveis lugares onde ele poderia estar, mas não o encontrei. Eu já tinha em mente que isso poderia acontecer, afinal, Bram estava me esperando mas não sabia exatamente o dia em que eu chegaria; sem falar que é difícil ele estar parado em algum lugar. Mesmo tendo isso em mente, resolvi ir atrás dele, afinal, eu não tinha nada a perder: aproveitaria e exploraria a região. Só que não estava em meus planos me perder. Tudo o que eu vi era tão lindo que perdi a noção de tempo e espaço. Foi anoitecendo, acabei indo longe demais e já não sabia como voltar. E como nada é tão ruim que não possa piorar, começou a chover forte. E como ainda não estava péssimo o bastante, dezenas de lobos famintos, morcegos e outras criaturas surgiram de todos os lugares. Meu cavalo se assustou, acabou me derrubando e deu no pé. Ótimo! Saquei minha espada e fiz o que pude para me defender, levando em consideração o tempo conveniente. Acabei perdendo minha espada e foi praticamente impossível sequer tentar recuperá-la. Agora sim ficou bom o suficiente, não é? Fiz aquilo que era mais correto a fazer naquele momento: correr. Mas como eu não faço nada sem pesar os dois lados, já tinha avistado anteriormente um castelo e, felizmente, eu estava próxima dele. Bati e uma criatura bizarra abriu a porta. Entre lobos famintos e um homem bizarro de mais de dois metros de altura, o que vocês escolheriam? Como eu não tinha muito tempo para refletir, entrei e deixei que os lobos se entendessem com o gigante.

Não nego que não é nada agradável deparar-se com uma criatura daquelas. Para o meu alívio, Ameni (que mais tarde fiquei sabendo ser o braço-direito do lugar) veio ao meu encontro. Também não demorou muito para que o príncipe Louis viesse pessoalmente ver o que estava acontecendo em seu castelo. Pedi desculpas e expliquei a situação. Ele me concedeu abrigo da tempestade e imediatamente fui conduzida até um dos quartos, onde pude me banhar e vestir roupas limpas. Em seguida pude descer e desfrutar de um verdadeiro banquete. Nada daquilo era necessário, afinal, eu só queria era um lugar seguro para passar a noite. Como tudo era me oferecido com a maior dedicação e generosidade, não tive como recusar. Jantei com o príncipe e conversamos bastante. Depois do jantar, pedi licença para me retirar, visto que já era muito tarde. Confesso que demorei a pegar no sono, mas tive uma companhia inusitada: um morcego que buscou refúgio no meu quarto. Provavelmente fez ninho dentro do castelo e ficou perdido com a tempestade. Não tive medo, era um morcego bonito e amigável. Até fiz carinho nele, haha! Nem percebi quando peguei no sono. Pela manhã, tomei um banho e vesti minhas roupas da noite passada, que foram lavadas. Tomei café com o príncipe, visitei o jardim das rosas, que infelizmente foi devastado pela tempestade, e me comprometi a plantar tudo novamente. Tive um pequeno atrito com o príncipe, enquanto combinávamos sobre o jardim, mas foi algo irrelevante. Ele é calmo e muito sério, e me simpatizei com ele; além de, obviamente, ser-lhe muito grata.

Posso resumir minha aventura como fantástica. Foi como entrar nas páginas de um livro, e eu poderia muito bem dizer que o castelo e as pessoas que ali vivem são encantados. Podem achar que foi perigoso, podem me chamar de louca; eu adorei conhecer tudo ali. Uma noite inesquecível e muito, muito divertida.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Chegada à Romênia

Chegamos à Transilvânia no comecinho da tarde. Nossa chegada foi cercada de pompas por parte da Sra. Stratan, que está nos recebendo com muita alegria - tanta que, mal chegamos e engolimos o chá, já subimos para nossos quartos e começamos a nos arrumar para uma recepção que haverá esta noite, na casa de uma amiga dela. Confesso que a viagem foi cansativa e não estou com muita disposição para festas, mas ela insiste em nos levar. Minha mãe e minhas irmãs estão bastante animadas, apesar do cansaço da viagem. Eu prefiro ficar, mas resolvi acompanhá-las. Apesar disso, tenho a intenção de voltar mais cedo pois pretendo procurar por Bram amanhã. Mandei uma carta para ele antes de sair de Amsterdã, informando que estarei hospedada na casa dos Stratan. Assim, caso eu não o encontre, ele me encontrará.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Deméter

Conheçam minha Deméter.


Deméter é um doce, apesar de um pouco temperamental. Quando era pequena, adorava morder, mas hoje em dia ela é mais calma. Às vezes gosta de ficar sozinha, arruma um cantinho e fica solitária. Outras vezes, adora companhia, mas sente sempre se sou eu ou não que está perto. Não gosta que a aborreçam, a peguem ou agarrem demais. Quando está com fome fica um pouco agitada. É um pouco ciumenta, mas tem consciência do seu valor.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Arrumando as malas

A resposta da Sra. Stratan não demorou absolutamente nada a chegar. Chegou ontem a tarde e, em meio à muitas melações e cordialidade, veio o convite para passarmos uns tempos na casa dela, como previsto. Informei à minha mãe assim que ela regressou de viagem, pouco depois do almoço. Ela não concordou de imediato mas refletiu que recusar o convite de Sra. Stratan seria uma indelicadeza. Resumo da ópera: partiremos para a Romênia ainda esta semana. Vou mandar um telegrama para os Stratan avisando de nossa chegada.

Acordei esta manhã um tanto quanto atordoada... tive um sonho estranho, com um homem que nunca vi, mas que no entanto, parece que o conheço desde sempre. O lugar em que estávamos também era estranho, mas alguma coisa me fazia sentir que era familiar... Acordei subitamente, ofegante. Foi real, muito real... e não parei de relembrar, o dia todo. Estranho como mexeu comigo. Enfim... foi só um sonho. E, no mundo real, tenho muito com que me ocupar.

domingo, 25 de outubro de 2009

Destino: Romênia

Minha mãe foi até Haarlem, uma cidade cerca de 20 km daqui. Temos alguns parentes por lá. Uma conhecida está com problemas familiares e nos escreveu pedindo ajuda. Minha mãe foi até lá ver no que pode ajudar. Ficou de nos avisar, mas deve voltar em dois dias, no máximo. Deixou a casa sob meus cuidados.

Bram foi à Romênia, a trabalho. Não sabe quanto tempo ficará por lá e nem há como saber, afinal, não há como estipular uma data para essas coisas. Um padre romeno solicitou seus serviços, e a investigação toda é muito complicada. Ele queria muito que eu o acompanhasse, e não vê a hora de nos casarmos, assim eu irei com ele aonde quer que ele vá. Mas prometi que o encontrarei, de uma forma ou de outra. E a forma que eu encontrei foi escrever à Sra. Stratan, uma antiga amiga da família que reside em Bucareste, mas que por acaso está passando uma temporada na sua casa na Transilvânia. Escrevi perguntando como vai a família, contando as novidades daqui e que expressando a minha vontade de conhecer a Romênia. Aguardo ansiosamente pela resposta, que - espero eu - venha com um desejado convite para passarmos algum tempo com ela.

Caça e caçador


Dr. Abraham Van Helsing, o célebre cientista e professor de antropologia e filosofia, especialista em doenças obscuras. Pode ser considerado um solitário proscrito pelos que não compreendem a verdadeira natureza de seus atos, mas quem disse que ele ou eu nos importamos? Para mim, é simplesmente Bram, meu noivo, que me cativou com esse jeitão destemido, essa panca de durão, e seu humor afiado. Acho que ele é louco, assim como eu. Minha mãe não simpatiza com ele e nem aprova nosso noivado, mas ela nunca vai contra a minha vontade. Eu gosto da idéia de seguir por esse mundo, acompanhando Bram em suas aventuras. É, o coração do caçador foi caçado.

sábado, 24 de outubro de 2009

Persephone


Como deusa dos mortos e da fertilidade da terra, Persephone é a personificação do renascimento da natureza na primavera.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Ritual à Persephone


Entre os mundos eu ergui este altar.
Fora do tempo, este rito conduz ao antigo caminho,
Onde poderei encontrar Deméter do grande Olimpo,
E conjurar alta magia. Apareça, eu ordeno.

Persephone retorna ao Submundo.
Não pranteie, Mãe Terra,
Pois a Criança Divina do Amor está aqui.

Persephone retorna ao Submundo
Apesar de a luz enfraquecer,
Ela retornará à Terra.

Persephone retorna ao Submundo.
O frio do inverno se aproxima,
Mas apenas por um breve período.

Persephone retorna ao Submundo.
A Terra permanecerá em repouso
Até que a luz de seu Filho Divino
Torne a se fortalecer e brilhe sobre nós.

Revele-me seus segredos ocultos
Para que eu possa
Compreender seus Mistérios sagrados.

Na vida está a morte, na morte está a vida.
Tudo deve obedecer à sagrada dança do caldeirão,
Era após era, para morrer e renascer.
Ajuda-me a lembrar que cada início tem um fim
E que cada fim traz um novo início.

Sagrada Mãe Deméter,
Conforte-me e proteja-me em meus períodos de dificuldades,
Instrua-me nos Mistérios.
Você e sua filha Persephone possuem o poder
Para conduzir-me a um novo entendimento.