terça-feira, 17 de novembro de 2009
Dois se tornam um
Acompanhei Vlad a um baile, na última noite. Foi a nossa primeira aparição juntos, como um casal. Olhares curiosos e escandalizados nos seguiram durante a noite toda, mas não nos abalaram. Estamos felizes e realizados, e por isso mesmo, agimos com naturalidade. Afinal, para nós, a nossa felicidade é natural. Para nós, não há nada de anormal nisso. A sociedade é que é cheia de convenções. Minha mãe veio falar conosco em meio a um mar de lágrimas. Vlad e eu tentamos consolá-la, em vão. Ela só se acalmou mesmo quando ouviu que pretendemos oficializar nossa relação - e quando viu a bela aliança em meu dedo. O decorrer da festa foi agradável, até o momento em que Vlad pediu para irmos embora, pois não se sentia bem. Não é a primeira vez que isso acontece e obviamente concordei. Voltamos para o castelo. Como precisava de cuidados, permiti que ficasse em meu quarto. Eu já havia percebido, nas outras ocasiões, como a saúde dele pode ser frágil, e perguntei a Vlad. Ele não gostou muito e não pôde deixar de se comparar à Bram. Como é bobo! Isso sequer passou pela minha cabeça. Não quero comparações... quero Vlad, do jeito que é. Nossa noite foi longa, linda e entusiasmante. Foi como estar no paraíso. Quando duas pessoas se tornam apenas uma.
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