Depois de dias sem vê-lo, encontrei Vlad no Rose Ball... desde aquele beijo, eu deixei de ir até o castelo dele. Não tenho dúvidas de que é o melhor a fazer. Se eu continuar a vê-lo, não sei o que poderá acontecer. Aquele beijo nunca deveria ter acontecido, mas como gostei... posso não me responsabilizar pelo que possa vir a acontecer. Prova disso foi a reação dele no baile. Ele insistiu, implorou, e foi muito difícil manter-me firme. Fico trêmula, um arrepio percorre meu corpo e meu desejo é atirar-me nos braços dele. Mas consegui conter-me, e defender minha decisão. Vlad obviamente não gostou e de repente tornou-se muito estranho... como se algo lhe causasse muita dor, ou... não consigo entender. E não é a primeira vez que ele tem esse ataque de esquisitice. Foi embora imediatamente, sem nada acrescentar. Cheguei em casa preocupada e cogitei mandar uma mensagem no dia seguinte, para saber como estão as coisas... mas é melhor assim. Pelo menos me livrei dele e da tentação.
Minha imaginação sequer teve tempo para criar possíveis situações para explicar a atitude de Vlad. Recebi uma mensagem dele dizendo que havia encontrado minha espada, pedindo gentilmente que fosse buscar, pois queria me ver uma vez mais. Aquela espada é muito importante para mim, está na família há anos e pertenceu a uma antepassada que possuía as mesmas iniciais minhas. O fato dele dizer que queria me ver "uma vez mais" me encheu de alegria e tristeza ao mesmo tempo: poderia significar que desistiu de mim... E com esses pensamentos fui até seu castelo.
Assim que cheguei, fui levada ao encontro de Vlad. Não me lembro de mais nada até que acordei em um belíssimo quarto, já de madrugada. Levantei, peguei uma vela e me aventurei pelo corredor, nas dezenas de portas. Foi numa delas que dei de cara com Vlad, enquanto admirava um quadro em que ele estava retratado com uma dama cujo rosto não vi. Ele não gostou da minha presença e me preveniu que não voltasse mais ali. Isso me intrigou bastante... o que ele esconde lá? Nesse momento, Vlad aproveitou para solenemente me avisar de que sou prisioneira dele. Ou melhor, sua hóspede. Ele não aceita o meu noivado com Bram. Eu não concordo com a maneira dele de resolver as coisas, mas não posso negar de que a minha prisão é muito agradável.
domingo, 8 de novembro de 2009
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