terça-feira, 1 de dezembro de 2009
A maldição de amar
Não posso viver sem estar ao lado dele. Tentei, em vão. Todas as pessoas, decerto, há de ter uma vaga idéia de que há, de que deve haver, fora de nós uma vida que é ainda nossa. De que serviria ter eu vindo ao mundo se me restringisse em meu próprio ser? Minhas grandes infelicidades neste mundo têm sido as infelicidades de Vlad. Aguardei-as, senti-as todas desde sua origem. É ele a minha grande razão de viver. Se tudo acabasse, mas ele ficasse, eu continuaria a existir. E se tudo permanecesse e ele fosse aniquilado, o mundo inteiro se tornaria para mim uma coisa totalmente estranha. Eu não seria mais parte desse mundo. Eu sou Vlad. Ele está sempre, sempre, em meu pensamento, como o meu próprio ser... Acho que nunca serei capaz de exprimir todo o meu amor por Vlad. Ele é mais eu do que eu mesma. Seja de que forem feitas nossas almas, a dele e a minha são as mesmas. Estamos ligados de todas as maneiras, em todas as existências. Não posso viver sem minha vida... E é por isso que estou de volta.
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